segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Eng Antonio Fonseca Ferreira falecido



Era meu vizinho aqui em Telheiras....Trabalhei com ele na CAU.Cooperativa de Arquitectura e Urbanismo (em 1978) Com os Arquitectos Bruno Soares e outros (Colaboração com Nuno Portas,Manuel Salgado, Francisco Soares,João Soares,etc,nas problemáticas da Habitação e dos Planos Directores e Planos de Pormenor de localidades carentes disso).Encontrava-o varias vezes na Padaria Portuguesa (Telheiras) Sempre com bom ar...Tive imensos contactos com ele quando foi Presidente da CCDR-LVT e eu estava na CMSeixal até 2011.Ainda nos cruzámos quando fiz parte da Drecção do PIS/Parque Industrial do Seixal (1999/2011) e ele foi Presidente da Arco Ribeirinho do Sul,SA -2010/2012- (ex.Siderurgia Nacional/Urbindústria SA. esta sociatária maioritária do PIS).É com Bruno Soares um dos obreiros do Plano Estratégico e Director de Lisboa...e de outras localidades...Grande Homem Antifascista,excepcional técnico,professor e amante da organização e Desenvolvimento Regional e Nacional,como o prova a sua biografia .Faz-me muita impressão e comoção esta noticia!! Era fervoroso Benfiquista. Solidário na dor de Familiares e Amigos.MDC.





1. Dados Pessoais

Nome: António Fonseca Ferreira
Naturalidade: Trancoso, Guarda, Portugal, 20 de Agosto de 1943

2. Condecorações

Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique
Chave de Ouro da Cidade das Caldas da Rainha.

3. Graus Académicos

Licenciatura em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 1969
Doctorat du 3ème cycle na École Pratique des Hautes Études, Paris – Sorbonne – 1973-74
Prof. Associado Convidado na Universidade Atlântica (UATLA) – 1997 - 2013
Professor Auxiliar Convidado no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) – 1976-1996

4.Principais Funções e Actividades Profissionais

4.1. Administração Pública

2010 - 2012
Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Arco Ribeirinho Sul, S.A.
1998 -  09
Presidente da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo
2008-09
Presidente do Grupo de Trabalho para o Arco Ribeirinho Sul
1996-97
Presidente da Comissão Instaladora para a Requalificação da Frente Ribeirinha de Lisboa (Pª D. Luis/Stª Apolónia)
1990-95
Director Municipal e Assessor do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
(Responsável  pelo  Planeamento  Estratégico e Urbanístico)
1974-80
Director de Serviços do Fundo de Fomento da Habitação
(Responsável pela execução dos Programas: “Cooperativas de Habitação”, “Contratos de Desenvolvimento para a Habitação” e “Empréstimos às Câmaras Municipais”)
1974-75
Vogal do Conselho Directivo do Fundo de Fomento da Habitação
1969-73
Estagiário para Especialista do Laboratório Nacional de Engenharia Civil
4.2. Actividades Docentes e de Investigação
2010 - 2012
Leccionação de Módulos de Planeamento Estratégico e Análise Prospectiva no Mestrado de Ambiente, Território e Desenvolvimento Sustentável
(Universidade Atlântica e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)
2001/03
Leccionação de Módulo de Planeamento Estratégico Territorial
(Curso de Altos Estudos da Força Aérea)
1997 – 2013
Leccionação da disciplina de Urbanismo do Curso de Gestão Territorial e Urbana
(Universidade Atlântica)
1993-98
Leccionação  de  Módulos  de Habitação e de Urbanismo em Mestrados
(Universidade do Porto; Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa; Universidade de Coimbra; e no Instituto Superior de Gestão)
1975-96
Docência de Sociologia Urbana – Assistente Convidado (1975-85) e Prof. Auxiliar Convidado (1985-96) (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE)
1988/89
Coordenador do Projecto Usos e Apropriação do Alojamento em Telheiras realizado pelo ISCTE para a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa – EPUL
1987-1988
Coordenador do Projecto Urbanização Clandestina na Área Metropolitana de Lisboa realizado pelo CIES/ISCTE com o financiamento da Junta de Investigação Científica e Tecnológica – JNICT

4.3.1 Estudos Habitacionais

2013-15
Coordenador da Equipa que elaborou os estudos de Reabilitação Urbana para a NERSANT.
1994-97 e 2009-12
Coordenação da elaboração do “Manual de Uso, Gestão e Conservação da Habitação para o “Estoril Sol Residence (110 fogos), a Câmara Municipal de Cascais (3000 fogos) e para os empreendimentos Nova Campolide (216 fogos), Paço da Ameixoeira (74 fogos) Cidade Cooperativa da Prelada (600 fogos) e EPUL-Telheiras (270 fogos)
1996-97
Coordenador do Estudo de Mercado da Habitação, na Região  de Lisboa, para a EXPO-URBE
1995-96
Consultor da FENACHE – Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica
1989-90
Coordenador do Estudo Política Nacional de Habitação para a República da Guiné-Bissau
1980-90
Estudos e Consultadoria para diversos Municípios

4.3.2 Planeamento Estratégico e Urbanístico

2013-15
- Coordenador da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal (PEDEPES+) para a AMRS.
- Participação nos Estudos macroeconómicos, estratégicos e Masterplan de Barra de Jangada, Jaboatão, Recife e Salinas Perynas, Cabo Frio, Rio de Janeiro - Brasil
2011-13
Coordenador da Elaboração do Plano Estratégico da Lourinhã
1998-00
Coordenador da elaboração e revisão dos Planos Regionais de Ordenamento do Território da AML e do Oeste e Vale do Tejo
1995-97
Coordenador da elaboração do Plano Estratégico da cidade da Guarda e co-autor dos Planos Estratégicos das cidades de Castelo Branco, Coimbra e Aveiro
1990-95
Coordenador do Planeamento Estratégico Urbanístico de Lisboa
Elaboração do 1º Plano Estratégico de Cidades em Portugal
1984-95
Responsável   pela   elaboração   de diversos   Planos   de   Pormenor   e Estudos Urbanísticos   de   que   se  salientam: Vila Real de Santo António, Armona (Olhão), Brandoa-Falagueira (Amadora), Fernão Ferro (Seixal), Alcochete
1979-85
Participação na equipa que elaborou os primeiros Planos Diretores Municipais em Portugal – Évora, Ponte de Sôr, Mora e Moita (sob a coordenação de Luís Bruno Soares)

5. Missões e Reuniões Internacionais

2015
Participação na Missão empresarial (NERSANT) a S. Salvador, Baía, Brasil, 18-24 Maio.
2009
- Participação no Salon Européen de la Recherche & de l’Innovation, 3 a 5 de Jun., Paris.
- Incontro di Lavoro-Verso il Plano Strategico della Província di Roma – 6 de Fev., Roma.
2008
- Conferência sobre Coesão Territorial – Paris, 30 e 31 de Out.
- Participação na Conferência – Encore 2008 – Saragoça, 26 e 27 Jun.
- Participação no Workshop URBAN-NET – Berlin, 10 e 11 Jun.
- Participação na Conferência “Lisbon Regions Network” – Estocolmo, 7 a 9 de Jun.
2005
- Perito da Missão da INTA a Taiwan “European Experience and Innovation in Spatial Planning” – Taipé, 4 a 11 Dez.
- Participação na AG da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas – Funchal (Madeira), 2 a 4 Nov.
- Participação no Seminário “Luta contra a contaminação marinha” e “Segurança Marítima” – Madrid, 22 e 23 de Set.
- Participação na Reunião do Comité de Pilotagem do Projecto EDEA – Paris, 14 de Jun.
- Participação na Reunião da Mesa da Comissão Arco Atlântico – Bruxelas, 3 de Mar.
- Participação na Reunião do “Bureau Politique” da CRPM – Santiago de Compostela (Galiza), 14 de Jan.
2004
- Participação AG da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas – Stavanger (Noruega), 22 a 24 Set.
- Participação no Fórum Urbano Mundial – Barcelona, 13 a 17 de Set.
- Participação na Reunião do “Bureau Politique” da CRPM – Umea (Suécia), 9 de Jul.
- Participação no 3º Fórum Europeu sobre Coesão – Bruxelas, 10 e 11 de Mai.;
- Participação AG da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas – Saint Malo (França), 10 a 12 de Set.
- Participação na Reunião do “Bureau Politique” da CRPM – Nápoles (Itália), 21 de Jul.
2003
- Seminário “Managing structural funds in the future: which division of responsabilities?” – Bruxelas, 3 e 4 de Mar.
2002
- Participação na Reunião do “Bureau Politique” da CRPM – Poitiers, 2 e 3 de Dez.
- Participação na AG da Conf. das Regiões Periféricas Marítimas – Ioannina (Grécia) 18, 19 e 20 de Set. (Eleito membro do Bureau Político em representação das Regiões Portuguesas)
- Participação na Assembleia Geral da Comissão do Arco Atlântico – Bordéus, 21 de Jun.
- Participação na Conf. “The Union’s Regional Priorities – defining community value added” – Bruxelas, 27 e 28 de Mai.
- Participação na Conf. “The strutural funds; working together for successful communications. Exchange of experience on Objetive 1 regions” – Bruxelas, 18 e 19 de Mar.
- Participação, representando CCRLVT, na Ass. da “Conf. das Regiões Periféricas Marítimas”, Florença, 11 a 13 de Out.
2000
- Intervenção VII Conferência do CIDEU – Málaga, 27 e 28 de Abr. –  Tema: “Planeamento Estratégico Territorial”
1999
- Intervenção no 1º Seminário do IHERA/APRH/CNPID sobre “A Agricultura Portuguesa, a Água e o Ambiente”, Lisboa 8-10 Nov. com a Comunicação “A Agricultura e a Água na Estratégia Territorial da RLVT”
1998
- Participação, em representação da CCRLVT, na Reunião da Assembleia do Arco Atlântico –  Lisboa, 17 de Jun.
1997
- Participação no Encontro anual do CECODHAS – Comité Européen de Coordenation de l’Habitat Social (Viena, Outubro), como assessor da FENACHE – Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica
1996
- Participação no Congresso “Metrópolis 96” em Tóquio (Abril) como Relator da Comissão nº 1 – “Planeamento Estratégico – Grandes Projectos”
1994
- Participação na Reunião da Comissão para o Planeamento Estratégico da Metrópolis (Melbourne – Sydney, Nov.)
1987
- Participação nas “Jornadas de Vivienda Pública y Dessarralo Urbano” organizadas pela Comunidad de Madrid
1986
- Missão à República Popular de Cabo Verde
1976
- Reunião em Estocolmo – Suécia sobre o Cooperativismo Habitacional

6. Principais Publicações

6.1 – Livros

“Gestão Estratégica de Cidades e Regiões”
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 3ª edição, 2015;
Co-autoria em “Contributos para a Reforma do Estado: CidSenior, Lisboa 2015;
“Habitação, Portugal Anos 1950-80”, Lisboa, IHRU/CML, 2013.
“Compêndio de Economia Regional”, Vol.I, PRINCIPIA, Lisboa, 2009
“Livro Branco sobre a Política de Habitação em Portugal”
ENH, Edições Afrontamento, Porto, 1993, Coordenador.
“Por uma Nova Política de Habitação”
Edições Afrontamento, Porto 1987.
“Perfil Social e Estratégias dos Clandestinos”
Estudo Sociológico da Habitação na Área Metropolitana de Lisboa, CIES/ISCTE, Lisboa 1985 (co-autoria).
“Cooperativas de Habitação em Portugal”
CDI/FFH, Lisboa 1979.
“Política de la Vivienda”, Editorial Ayuso, Madrid, 1977 (co-autoria).
“A Acumulação Capitalista em Portugal”
Edições Afrontamento, Porto, 1977.
“Dados para a Caracterização da Indústria da Construção em Portugal”
GEPAE/SNA, Lisboa, 1972.

6.2 Artigos

“Uma Nova Geração de Políticas Urbanas”, in Vida Económica, 2014
“Novo Mapa Administrativo para Portugal”, in Diário de Notícias, 21.11.2011
“Um Novo Ciclo para o Poder Local”, in Diário de Noticias, 31.05.2009
“Alta Velocidade como Oportunidade de Desenvolvimento”, in O Público, 07.09.2008
“Vencer a batalha da eficiência da Administração Pública”, in O Público, Economia, 11.03.02
“O Novo Aeroporto Internacional na OTA”, in Expresso, 15.03.02
“Habitação: as políticas necessárias”, in O Público, 31.10.95
“Habitação Social: Lições e Prevenções para o PER”, in Sociedade e Território, nº 20, 1994
“PIMP – O realojamento tardio, lento e desastrado”, in Sociedade e Território, nº 10-11, 1989
“Política(s) de Habitação em Portugal”, in Povos e Culturas, nº 2, 1989
“A problemática  habitacional   na  AML”,  in “Área Metropolitana  de Lisboa, Que Futuro?”, DGPR, FCSH, UNL, 1988
“Política(s) de Habitação em Portugal”, in Sociedade e Território, nº 6, 1988
“Por uma Política de Habitação”, in Diário de Notícias, 1985
“Cooperativas de Habitação: Que Futuro?”, in Diário de Notícias,1985
“Municípios na Política Habitacional”, in Cadernos Municipais, nº 15, 1982

6.3 Fundador e Diretor da Revista “Sociedade e Território” – 1984-2013.

7. Nota Biográfica Política

1958
Com 14 anos, frequentando o 4º ano do Liceu Nacional da Guarda, fez parte de um grupo de estudantes que recebeu o General Humberto Delgado nas escadarias do Hotel de Turismo estendendo as capas (capa e batina) a servir de passadeira e afrontando as polícias.
1965/69
Militou nas Associações de Estudantes de Coimbra e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
1969
Integrou a CDE do Porto nas eleições para a Assembleia Nacional
1970/71
Integrou a Comissão Nacional da CDE e desenvolveu actividade associativa no LNEC
1971
Foi preso pela PIDE (30 dias em Caxias) em resultado da actividade política na CDE. Julgado em Tribunal Plenário, em 1972, foi condenado a 5 anos de prisão remíveis a dinheiro
1973 (Janeiro)
Entrou para o Serviço militar, em Mafra, e depois para a Escola Prática de Manutenção Militar (Lumiar)
1973 (Junho)
Em sequência da informação da PIDE (“PA-Políticamente Activo”) foi passado a “soldado básico” com ordem de cumprimento do serviço militar, em regime disciplinar, em Moçambique, na guerra Colonial.
Desertou (24 Jun.) para França onde obteve asilo político.
1974 (Dezembro)
Regresso a Portugal
1976
Membro Fundador do GIS – Grupo de Intervenção Socialista, com Jorge Sampaio, João Cravinho, Nunes de Almeida, Joaquim Mestre, etc.
1978
O GIS decidiu, por maioria, integrar-se no PS (Governo PS/CDS). Recusou a adesão, e com outros amigos constituiu o Clube “Centro de Estudos Socialistas” onde promoveu diversas iniciativas de reflexão e edição.
1981
Liderou a participação do CES na FRS- Frente Republicana e Socialista, frente eleitoral liderada pelo Partido Socialista.
1983/85
Membro Fundador do MAD – Movimento para o Aprofundamento da Democracia, liderado por Maria de Lourdes Pintasilgo
1985/86
Integrou a Comissão Política da Candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à Presidência da República
1987
Aderiu ao Partido Socialista em conjunto com outros 99 activistas cívicos e políticos
1992/96
Foi Coordenador da Secção do Lumiar do Partido Socialista e participou em diversas actividades do PS, no Gabinete de Estudos e na Revista “Cadernos Municipais”
1996
Candidatou-se à Presidência da Comissão Política Concelhia de Lisboa.
1997-2009 e 2013 – atualmente
Membro da Assembleia Municipal de Trancoso
2001
Fundou, com outros camaradas do PS, o Clube de Reflexão “Margem Esquerda”
2002 - atualmente
Membro da Comissão Nacional do PS
2009
Liderou a Moção Política de Orientação Nacional “Mudar para Mudar”, “Mudar o PS para Mudar Portugal” apresentada ao XVI Congresso do PS (Espinho), com candidatura própria à Comissão Nacional. Elegeu 27 membros para a CN e 7 para a Comissão Política, das quais faz parte.
2009-15
Membro da Comissão Política do PS
2009
Fundou, com os apoiantes da Moção “Mudar para Mudar”, a Corrente de Opinião “Esquerda Socialista” COES para intervenção no âmbito do PS.
2009
Candidato a Presidente da Câmara Municipal de Palmela pelo Partido Socialista tendo sido eleito Vereador (2009-2012).
2011
Candidato a Secretário Geral do Partido Socialista, liderando a Moção “PS Vivo, Portugal Positivo”, no XVII Congresso do PS (Matosinhos), apresentada pela COES.
A COES, em aliança com o PS Madeira, apresentaram listas próprias à Comissão Nacional e à Comissão Política elegendo, respetivamente 43 (15,2%) e 14 (18%) membros.
Colaboração em diversos textos e Moções políticas e publicação de diversos artigos de natureza política, económica e social.




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Saudades de SALAZAR? Ignorância ou manipulação

ISTO QUE OS COLETES AMARELOS PORTUGUESES QUEREM
SAUDADES DE SALAZAR
Artur Vaz:
«Hoje vi e ouvi, por uma TV, algumas pessoas a desejarem "um novo Salazar". Pois claro, que, antes do 25 de Abril ,era tudo tão bom, tão bom, que os portugueses ressumavam de felicidade e contentamento. Se não vejamos:
- O PIB per capita a preços constantes, em 1960, era de 3.463 euros;. Muito "mais" que os 16.900 euros de 2016;
- A mortalidade infantil era de 55,5 por mil nascituros, em 1970; muito "menos" que os 2,9 em cada mil nascituros, de 2015;
- Em 1970, sofriam de tuberculose 131,8 portugueses, em cada cem mil; muito "menos" que os 17,7 em cada cem mil, de 2015;
- Em 1970, havia 94 médicos para cem mil habitantes; muito "mais" que os 486 médicos, de 2016;
- Em 1970, eram 159 os enfermeiros para cada cem mil habitantes; muito "mais" que 673, de 2016;
- Em 1970, 25,7% dos portugueses eram analfabetos; muito "menos" que os 5,2%, de 2016;
- Em 1970 havia 49.065 portugueses com o ensino superior completo; muito "mais" que os 1.244.742 que havia em 2013;
- Em 1972, o Estado gastou com a educação de cada português 2,6 euros; muito "mais" que os 695,1 euros, que gastou em 2016...
- Em 1960, a Segurança Social e a CGA pagaram 119.586 pensões (de todos os tipos); muito "mais" que as 3.637.341 pensões, que pagou em 2016...
E depois, para além destas e de outras estatísticas, e da frieza dos números, antes de 1974 como é sabido, os portugueses estavam também felicíssimos por não votarem; por não poderem manifestar as suas ideias e opiniões; por não poderem exercer o livre direito de crítica; por serem presos ou desterrados por motivos políticos; por não os deixarem organizar-se livremente em partidos e outras organizações sociais, culturais e económicas; por serem obrigados a participar numa guerra estúpida e ao arrepio da história; por terem medo até da própria sombra...
Bons tempos aqueles em que "comíamos e calávamos"!..» SUBSCREVO  MDC.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Calúnias ou fake-news

Também entre ex-alunos há mal entendidos


Manuel Talhinhas NAMPULA?
Isso é uma calúnia.Sempre tratei bem os Pilões e não há nenhum sargento ou ex-sargento que me conheça que se refira a mim nesses termos, a não ser por um mal entendido.Se o houve as minhas desculpas.Nunca me esqueci ser filho de um sargento quando entrei no Pilão.Aliás em dois anos em Nampula fui o organizador dos dois aniversários do Pilão - almoços ,jogos de futebol (comércio/industria) e raly-paper ( meu companheiro num dos anos foi o Duarte que ou era sargento ou vinha dessa condição,mais tarde TCoronel foi Presidente da APE e antes tinha sido sargento comigo já capitão na EPAM nos idos de 1965 a 68)...nem sempre os mais novos ou mais velhos conheciam os Sargentos Pilões!!!E as aparências iludem e as desculpas esfarrapadas pelo que fiz em 1973,74 e 75 em prol da Revolução ajudam a perceber certos ódios.Terei sempre gosto ,apesar de tudo a estender-te a mão a ti ou a outro Pilão ou Piloa ,qualquer seja a sua condição. Quem comigo trabalhou na vida militar ou na vida civil sabe isso muitíssimo bem.Os meus maiores amigos do Pilão foram da Indústria...que por estupidez do regime acabavam em sargentos.Estou farto de ser caluniado...e desconsiderado porque quem não devia ser. Quem não sente...?
Duran Clemente  ex   30/1953

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Falecimento do Coronel e Dr Victor Martins Jorge (depoimento para o Referencial -A25A

Ainda como Capitão,Piloto-Aviador, Victor Martins Jorge foi um capitão de Abril erguendo-se nessa época ao estatuto dos corajosos militares libertadores da ditadura e do obscurantismo a que Portugal se viu vetado durante quase cinco décadas. Não obstante foi enquanto, militar activo, digno dos maiores louvores e condecorações como já foi referido. Homem culto e progressista , não traindo os mais fieis princípios, que dignificam o ser humano , foi apanhado na encruzilhada do 25 de Novembro ,suspeito e acusado de algo que não tinha cometido. Não foi o único. Muitos outros tiveram essa chancela. Na condição de exilados encontrámo-nos em Luanda, aguardando pela justiça, em Portugal, e que viria a ser-nos feita e iniciada após seis meses quando juntos, com mais três militares milicianos, regressámos a Lisboa em Setembro de 1976.No nosso convívio, pessoal e familiar na capital de Angola, estreitamos laços de amizade que se tornariam permanentes. Homem Bom e de sólido Carácter procurou nos contactos com profissionais juristas o conhecimento especifico, para defesa dos camaradas de armas na mesma condição ,apaixonando-se pela matéria que o levaria a licenciar-se em Direito, na Universidade Clássica de Lisboa. Nos muitos encontros, tidos ao longo dos anos, marcados pela sã saudade e/ou nostalgia passadas cimentou-se, ainda mais, o afecto que não morre. Continua vivo no coração dos verdadeiros amigos do que agora era Coronel PilAv Reformado e Dr. o nosso Victor Martins Jorge. Até sempre. Manuel Duran Clemente   Dezembro de 2018

 

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Contra a campanha anti-militar/ Folhetim de Tancos


Contra a campanha anti-militar/ Folhetim de Tancos
Sou contra a onda anti militar e não confundo a árvore com a floresta....desde o 25 de Abril que existe numa parte da sociedade civilista - pouco cívica- uma tendência para a generalização de erros ou falhas de militares.Espanta como se noutros sectores não tenha havido falhas e erros bem gravosos.....Fui,como militar, sempre contra excessos e procurei ser exemplo para muitos militares, de todas as categorias com que tratei ,incluindo-me como instrutor na EPAM e 2ºGrupo de Companhias de Administração Militar e em duas comissões em Africa /Moçambique e Guiné...tendo obtido no pouco tempo condecorações e louvores de oficiais generais (5).A carreira militara é digna se servir as populações ,o que infelizmente não acontecia (obrigados) na ditadura,mas há muitas provas dessa dignidade e civismo.Foi sempre possível mesmo em guerra.O que se passa hoje, com os meios de comunicação a "bater" nas FFAA e na PJM, é bastante resquício do ódio que têm aos militares (de Abril) ,como instituição libertadora em 1974.Muito haverá a dizer neste e noutros momentos no que é "traduzido" por certos civis (C.S.) (ou militares distraídos) com balas desenquadradas e com análises superficiais a rondar omissões,logo pouco ou nada cívicas. MDC.
........................................................................
Maria Teresa Soares Soares Talvez se tivesse acabado de ler e ouvido o que eu tenho ouvido ficasse com dúvidas sobre a competição entre Policia de Justiça Militar e Policia Judiciária,o envolvimento irracional a que constantemente somos estimulados e tivesse necessidade de dar credibilidade ao seu (e de milhares de militares)brio,profissionalismo e ética.
.......................................................................
... no meu entender o Manuel Duran Clemente não é uma pessoa comum. Ninguém dúvida das suas qualidades profissionais nem são para aqui chamadas. É como na minha profissão de antiquária também ouço o que ninguém quer ouvir, mas nem tujo nem mujo. Nada me pesa na consciencia. Agora quando acontece o que aconteceu com Tancos, cuidado.
Aí estamos conversados.MTSS.
.........................................................................
Manuel Duran Clemente Maria Teresa Soares Soares Nem todos dão crédito a militares comuns ou não comuns.Se fui buscar os galões foi apenas porque não tenho receio da minha auto-estima e tenho de sublinhar o que fiz como militar e me orgulha Como militar comum e como militar na génese da Revolução...da qual fui expulso ...por militares muitíssimo comuns!!!!Abraço.PS.Não os quererei nunca confundir com as FFAA ,como eu as penso,desde os dez anos.
...................................................................


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

THE POST...saber pensar .Não à manipulação

Falta saber PENSAR...manipulação e desenvolvimento
THE POST um filme para ver e pensar . Pensar como as manipulações se fazem e como há patriotas que sabem lutar contra a mentira.Lá estão no filme de Spielberg...
Claro que, ao acabar de ver hoje este filme, me vou recordando dos tempos das mentiras que justificavam as ditas "guerras justas"- como a guerra colonial - .Como os defensores do colonialismo e do enriquecimento das industrias de armamento se agremiavam para provocar a morte e desgraça entre os povos. Entre os que defendiam a sua Liberdade e os que desgraçadamente eram manipulados pelo poder, para imporem a sua vontade, ceifando vidas de milhares ou de milhões de jovens.
Ao dizer isto não ponho em causa os combatentes que no fim da linha eram obrigados,pelo Poder, a matar para defender as suas vidas.São duas questões distintas que hoje alguns se propõem narrar de forma simplista confundido puro Colonialismo assassino com gestas heróicas individuais ou colectivas.Estas gestas são o que são se forem objectivamente descritas mas jamais branqueiam os horrores dos Colonialismos em nome do quer que sejam.
O nosso 25 de Abril acabou com um certo colonialismo mas o que sentimos hoje é a forte e nojenta manipulação dos meios de comunicação que quanto mais mentem ou deturpam mais vendem...porque durante estes 44 anos de DEMOCRACIA esta não conseguiu construir alicerces de desenvolvimento cultural suficientemente eficazes para colocar as pessoas a raciocinarem sobre o fundo das questões,a não se deixarem adormecer pelo diletantismo bacoco e populista. Há muito menos analfabetos (a taxa de 1974 era de cerca de 40% de analfabetismo,hoje estará nos 5% )!!!Falta saber PENSAR...!!!